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UNRWA denuncia Israel por fechar centro de saúde em Jerusalém ocupada

16 de janeiro de 2026, às 06h14

Soldados israelenses invadem instalação das Nações Unidas em Jerusalém Oriental ocupada, em 8 de dezembro de 2025 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Philippe Lazzarini, diretor da Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), condenou nesta quarta-feira (14) uma invasão militar israelense a um centro de saúde de sua instituição em Jerusalém Oriental ocupada, e o subsequente fechamento da clínica por 30 dias.

Para o comissário, as ações constituem violação flagrante da lei internacional.

Em postagem no Twitter (X), Lazzarini ressaltou que a instalação alvejada é um prédio das Nações Unidas e que seu fechamento reflete “desdém deliberado pela lei internacional e pelas Nações Unidas”.

Autoridades coloniais ordenaram suspensão dos serviços, ao privar refugiados do acesso a cuidados de saúde primária. Segundo Lazzarini, espera-se outras violações, como corte de água e eletricidade nos centros da UNRWA, nas próximas semanas.

Lazzarini notou que a recente investida contra bases humanitárias decorre de um projeto de lei aprovado pelo parlamento israelense (Knesset) em dezembro, que robusteceu uma série de legislações prévias, de 2024, contra as operações da agência.

O comissário destacou que decisão expressa do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, ressalta a obrigação legal de Israel, como potência ocupante, de permitir e facilitar as atividades de sua organização.

No fim do ano passado, o Knesset aprovou uma lei para cortar água e luz dos escritórios e das instalações da UNRWA, em mais nova medida de ataque aos direitos fundamentais dos refugiados palestinos.

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