A Organização Mundial da Saúde (OMS) reivindicou nesta terça-feira (13) acesso seguro e irrestrito a todas as áreas do Sudão, para reaver serviços médicos, ao passo que a guerra civil supera o marco de mil dias.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
O apelo foi enunciado pelo diretor da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa realizada em Genebra.
Ghebreyesus advertiu que a violência devastou o país: “A última sexta-feira (9) marcou os mil dias de guerra civil no Sudão. São quase três anos de violência ininterrupta, que levou o país a se tornar a pior crise humanitária de todo o mundo”.
Conforme Ghebreyesus, estima-se 33.7 milhões de sudaneses em carência humanitária, bem como 13.6 milhões de deslocados à força.
Ghebreyesus notou condições precárias de sobrevivência, como superlotação de tendas, falta de água potável e saneamento e ruptura com as rotinas de vacinação e profilaxia, de modo a disseminar doenças.
A OMS, ressaltou o oficial das Nações Unidas, segue trabalhando em resposta a surtos de cólera, dengue, malária e sarampo, apesar de ataques diretos e danos graves ao sistema de saúde, além de falta de pessoal, recursos e insumos essenciais.
Apesar dos esforços, observou, “mais de um terço das instalações médicas permanecem inoperantes”.
Ghebreyesus instou as partes relevantes a proteger a civis, incluindo pacientes e equipes de saúde e humanitárias, bem como exortou o fim do conflito. “Como sempre, o melhor remédio é a paz”, concluiu o médico.
O Sudão é tomado por conflito entre o exército regular e seus ex-aliados paramilitares das Forças de Suporte Rápido (FSR) desde abril de 2023, com dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.
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