O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou a ministros que seu governo recebeu anuência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lançar um novo ataque ao Líbano, segundo informações da rádio militar Kan.
A emissora israelense reportou há alguns dias, conforme duas fontes, que Tel Aviv estaria ponderando uma ofensiva ao Líbano para eliminar a “ameaça do Hezbollah”.
Segundo as informações, Netanyahu debateu expandir ataques ao país levantino junto de Trump, durante encontro em Mar-a-Lago, na Flórida, no fim de dezembro.
O Hezbollah, insiste a imprensa israelense, conseguiu reconstruir capacidades armadas durante o cessar-fogo. Oficiais da ocupação acusam o governo libanês de ser incapaz de confrontar o grupo, em meio a pressão por seu desarmamento.
Segundo as fontes, Trump não descarta uma operação direta de Israel contra o Hezbollah. Contudo, prosseguiram os relatos, Netanyahu acatou pedidos para adiar uma decisão a fim de possibilitar maior diálogo junto a Beirute.
O suposto aval coincide com tensões correntes na fronteira israelo-libanesa e discussões em Israel sobre o fracasso dos esforços políticos e diplomáticos em forçar uma rendição completa do Hezbollah libanês.
Neste contexto, paralelamente a ameaças ao Irã e violações das tréguas no Líbano e em Gaza, Israel mantém em foco o prospecto de uma “nova fase” de cálculos armados, com sugestões reiteradas de uma nova escalada regional.
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