Nesta quarta-feira (7), o exército sírio a as chamadas Forças Democráticas da Síria (FDS) trocaram acusações sobre a recente escalada na cidade de Aleppo, ao norte do país, em meio a relatos de ataques a bombas, condições de sítio e crise securitária nos bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh.
Segundo informações, a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa acusou a FDS de alvejar zonas residenciais com morteiros e metralhadoras, causando baixas civis e danos a prédios e propriedades públicas e particulares.
O ministério afirmou ainda que a FDS impediu centenas de residentes de deixar as áreas, incluindo ao plantar minas em vias principais e secundárias.
O Comando Geral da FDS rechaçou as alegações, ao ressaltar que ambos os bairros, de maioria curda, seguem sob cerco de “facções do governo em Damasco” ao mais de seis meses. Segundo a FDS, as áreas não representam ameaça militar, tampouco são usadas de base de lançamento.
O grupo insistiu que deixou Aleppo, ao citar anúncios públicos de retirada e transferência de responsabilidades securitárias às forças do Estado. Segundo a FDS, as acusações são, portanto, fabricadas, a fim de justificar ataques.
A FDS instou Estados mediadores e partes relevantes do governo sírio a suspender o sítio e os ataques imediatamente, ao alertar que a contínua investida contra civis pode levar o país de volta a uma “guerra aberta”.
Segundo relatos da imprensa internacional, o exército sírio lançou bombas a Ashrafieh e Sheikh Maqsoud na tarde de quarta-feira, pouco após expirar um prazo militar para que os civis deixassem as áreas.
O incidente sucedeu alguns dos confrontos mais intensos entre as partes em meses.
Forças curdas e do governo trocam acusações sobre o primeiro tiro, levando a confrontos que somam, até então, nove mortos e 27 feridos.
A escalada coincide com negociações paralisadas entre Damasco e a FDS, que resistiu à ditadura de Bashar al-Assad durante a guerra civil. A demora contradiz um acordo firmado em março, para integração de instituições autônomas curdas ao Estado.
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