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Invasão israelense a Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, deixa 11 feridos

7 de janeiro de 2026, às 03h54

Palestinos tentam resistir a invasão militar israelense à Universidade de Birzeit, perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em 24 de setembro de 2023 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]

Onze palestinos ficaram feridos nesta terça-feira (6) quando tropas israelenses invadiram a Universidade de Birzeit, a norte de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, relataram fontes médicas e locais.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, em nota, onze pessoas foram encaminhadas ao Hospital Árabe Istishari, em Ramallah, após o ataque à instituição. Três foram feridos com munição real e três por estilhaços.

Outras cinco pessoas foram tratadas para asfixia por gás lacrimogêneo.

Segundo o Crescente Vermelho da Palestina, três estudantes foram baleados nas pernas, e então hospitalizados.

Fontes confirmaram que soldados invadiram o campus, derrubaram portas e dispararam munição real, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo dentro dos prédios, ao incitar pânico entre alunos e professores.

A repressão decorreu de um evento discente em solidariedade aos prisioneiros palestinos nas cadeias de Israel, além de preparativos para exibição do filme “A voz de Hind Rajab”, pré-indicado da Tunísia ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, que narra o assassinato de uma menina palestina por forças israelenses ao longo do genocídio em Gaza.

Soldados adentraram o campus pouco antes da estreia, reiteraram fontes. Organizadores confirmam que o evento buscava denunciar violações de Israel contra os civis, sobretudo crianças, mas que o ataque impediu a exibição.

Não é a primeira vez que forças coloniais invadem Birzeit, detêm estudantes e confiscam propriedades.

Soldados e colonos intensificaram ataques na Cisjordânia e em Jerusalém ocupadas, em paralelo ao genocídio em Gaza, com 1.102 palestinos mortos, onze mil feridos e mais de 21 mil presos arbitrariamente desde outubro de 2023.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação, ao pedir evacuação imediata de colonos e soldados; contudo, sem ações efetivas até então.

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