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Israel prende ao menos 42 jornalistas palestinos ao longo de 2025

4 de janeiro de 2026, às 13h42

Parentes velam jornalista Mohammed al-Daya, morto por ataque israelense a Deir al-Balah, Gaza, em 27 de setembro de 2025 [Abdalhkem Abu Riash/Agência Anadolu]

O Sindicato dos Jornalistas da Palestina confirmou na quinta-feira (1º) que o exército israelense prendeu ao menos 42 profissionais de imprensa durante 2025, incluindo oito mulheres, nas regiões ocupadas da Cisjordânia e Jerusalém, além do território considerado Israel.

Em nota, a entidade denunciou uma política sistemática de perseguição e detenção arbitrária, agressão física, deportação, confisco de equipamentos e interrogatórios abusivos. Para o sindicato, as ações têm intuito de “silenciar a cobertura e implodir a estrutura nacional de mídia”.

O comitê de liberdades do sindicato alertou ainda para o que descreveu como “uma perigosa mudança” nas práticas prisionais, incluindo alvejar jornalistas influentes ou prendê-los sucessivamente, para além de expandir o uso da detenção administrativa — sem julgamento ou acusação — e violência física e psicológica.

O dossiê listou dezenas de casos nos quais jornalistas foram presos em trabalho, em campo, durante cobertura de incursões militares das forças da ocupação. De acordo com o sindicato, trata-se de esforço para “limpar a área de testemunhas”.

O sindicato registrou ainda ascensão nas invasões a casas de jornalistas e sua prisão em frente às famílias, no intuito de dissuadi-los de seus compromissos profissionais, ao “quebrá-los social e psicologicamente”.