Ao menos 18 palestinos foram mortos no início da noite de quinta-feira (3) e vários outros foram feridos por um novo ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Tulkarem, no norte da Cisjordânia ocupada.
Em nota, o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina — administração semiautônoma radicada em Ramallah — confirmou as mortes.
Conforme a agência de notícias Wafa, “aviões de guerra israelenses dispararam ao menos um míssil um popular café, que atendia diversos civis, no bairro de Hammam, no campo de Tulkarem”
- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
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- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
- Destruição deixada por ataques de Israel a Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 26 de setembro de 2024 [Issam Rimaw/Agência Anadolu]
De acordo com as informações, equipes de resgate, incluindo defesa civil e ambulâncias, correram ao local, para resgatar mortos e feridos e transferi-los ao Hospital Público Mártir Thabet, na cidade homônima ao campo.
O Crescente Vermelho da Palestina informou que suas equipes transportaram ao menos um corpo e um ferido ao hospital, prosseguiu a Wafa.
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O bombardeio a Tulkarem coincide com uma escalada em toda a região, após um ano de genocídio em Gaza e avanços coloniais na Cisjordânia, somados — há uma quinzena — a bombardeios intensivos ao Líbano, além de ataques a Síria e Iêmen.
Em Gaza, a campanha israelense deixou ao menos 41 mil mortos e 96 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados, desde outubro último. No mesmo período, na Cisjordânia, são 723 mortos, 5.700 feridos e dez mil presos arbitrariamente.
As ações israelenses são crime de genocídio — investigado pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.
A mesma corte reconheceu em julho, em decisão histórica, a ilegalidade da ocupação de Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ao instruir a evacuação urgente de colonos e soldados e reparações aos nativos.
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