Um hospital israelense demitiu um médico palestino após o funcionário oferecer uma flor a um menino palestino ferido durante um ataque militar da ocupação ao bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém ocupada. As informações são da rede de notícias Quds Press.
O Centro Médico Hadassah demitiu o cardiologista e pneumologista Ahmad Mahajneh, cidadão árabe-israelense de Um Al-Fahm. O médico deu uma flor a Ahmed Qteish, de 16 anos, baleado quando forças israelenses abriram fogo contra um jogo de futebol entre crianças e adolescentes no bairro ocupado.
O menino continua em tratamento há mais de um mês. Soldados ocupantes alegaram disparar contra Ahmad por pensar que ele fosse executar um ataque a faca. Não há qualquer indício que corrobore a versão.
“O Centro Médico Hadassah é um hospital-modelo para o racismo de Israel”, reiteraram grupos de direitos humanos em uma série de declarações. “A incitação da imprensa israelense exerceu um papel majoritário na demissão do conhecido cardiologista”.
LEIA: Israel matou 40 crianças palestinas e prendeu 770 neste ano, alerta relatório
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