- Cristãos palestinos durante a missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Cristãos palestinos durante a missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Cristãos palestinos durante a missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Patriarca Latino de Jerusalém Pierbattista Pizzaballa realiza missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Fanfarra palestina durante as celebrações do Natal em Belém, Cisjordânia ocupada, no Dia de Reis, em 6 de janeiro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
Os sinos da cidade de Belém, na Cisjordânia ocupada, ressoaram sob céus cinzentos da manhã deste Natal, dentre persianas fechadas de tons verdes e pastéis, semelhantes a um Calendário do Advento cuja contagem jamais começou.
Comerciantes e hoteleiros na cidade palestina reportaram índices de negócios muito abaixo dos anos que antecederam o covid-19, cujo surto global impediu a chegada de turistas estrangeiros e devastou a economia da terra natal de Jesus.
Na Praça da Manjedoura, centenas de cristãos — na maioria, palestinos — reuniram-se perto da árvore de Natal e cantarolaram hinos, trazendo certa alegria à Igreja da Natividade.
No entanto, Joseph Giacaman, cuja família vende suvenires em torno da praça há mais de um século, estimou que seus negócios atingiram apenas 2% do volume pré-pandemia.
FOTOS: Missa de Natal em Gaza
“Estávamos fechados até três semanas atrás”, observou Giacaman. “Vendi dois ou três berços de oliveira. Em tempos normais, vendíamos três ou quatro por dia ao longo do ano”.
As ruas e vielas do bairro permaneceram praticamente vazias.
A Rua da Estrela foi reformada recentemente para atrair novas multidões. Não obstante, em Belém, como no restante do mundo, a variante ômicron devastou expectativas de retomar as comemorações tradicionais, após Israel fechar suas fronteiras.
- Patriarca Latino de Jerusalém Pierbattista Pizzaballa caminha ao lado do Muro da Separação de Israel, durante a celebração de Natal em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Patriarca Latino de Jerusalém Pierbattista Pizzaballa realiza missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Cristãos palestinos são vistos durante a missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Cristãos palestinos são vistos durante a missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
- Patriarca Latino de Jerusalém Pierbattista Pizzaballa realiza missa de Natal na Igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia ocupada, 24 de dezembro de 2021 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]
Neste mês, o prefeito Anton Salman tentou levantar a moral dos residentes de Belém ao caminhar à noite pelas ruas de pedra e cumprimentar os vendedores de vinho e itens de oliveira. Entretanto, a reabertura não foi adiante sem seu público estrangeiro.
O maior hotel da cidade, o Palácio Jacir, continuou trancado e vazio.
No Hotel da Natividade, o recepcionista Victor Zeidam relatou trabalhar por doze horas com salário reduzido, para conseguir ao menos um dia de pagamento, ao registrar alguns poucos cristãos palestinos e filipinos que se hospedaram brevemente no local.
“Eu nem comemorei neste ano; não tinha muito trabalho, aproveitei a chance”, observou.
Jerise Qumsieh, representante do Ministério do Turismo e Antiguidades da Autoridade Palestina (AP), argumentou à Reuters que 2021 foi melhor que o primeiro da pandemia, pelo menos devido ao turismo doméstico. Contudo, o turismo estrangeiro foi virtualmente “zero”.
Ainda assim, nas primeiras horas de sábado (25), o Patriarca Latino de Jerusalém Pierbattista Pizzaballa convocou uma missa reduzida para a meia-noite e destacou a busca por esperança.
“Nestes tempos de emergência sanitária e crise política prolongada, muitas vozes distintas são ouvidas em nossas famílias: algumas nos tiram a confiança, a esperança e o amor; outras, entretanto, são mais animadoras”, declarou o arcebispo católico. E acrescentou:
Devemos buscar e encontrar a voz que nos leve à salvação de Jesus, para abrir nossos corações à esperança.
Reportagem por Stephen Farrell para a agência Reuters.

















