Uma organização de direitos humanos no Marrocos revelou que 238 migrantes irregulares se infiltraram no enclave de Melilla, controlado pelos espanhóis, na quinta-feira. Os migrantes eram todos homens, confirmou a ONG Associação Marroquina pelos Direitos Humanos.
De acordo com a mídia local, cerca de 300 migrantes tentaram se infiltrar em Melilla, mas apenas 238 conseguiram cruzar a cerca de fronteira que cerca a cidade.
As relações entre Marrocos e Espanha têm estado tensas após a decisão de Madrid de acolher o líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, que usou uma identidade falsa para entrar no país no final de abril. A crise foi agravada pelo afluxo de cerca de 8.000 migrantes irregulares entre 17 e 20 de maio para o outro enclave controlado pelos espanhóis no norte de Marrocos, a cidade de Ceuta.
Ceuta e Melilla, bem como as ilhas Aljaferia e outras ilhas rochosas do Mediterrâneo, ainda são detidas pela Espanha. O governo de Marrocos considera todos eles como “postos avançados ocupados”.
LEIA: ‘Nosso país impõe um dilema civilizacional à Espanha’, alega parlamentar marroquino
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