Um tribunal israelense condenou o colono judeu Ben-Uliel a três penas perpétuas pelo assassinato de um casal palestino e seu bebê, em ataque incendiário executado em 2015.
Nesta segunda-feira (14), a corte central israelense em Lod sentenciou Ben-Uliel a três penas perpétuas consecutivas pelo assassinato de Ali Dawabsheh, de dezoito meses, e seus pais Saad e Riham, na aldeia de Duma, perto de Nablus, Cisjordânia ocupada.
Ben-Uliel recebeu ainda sentença adicional de vinte anos de prisão por tentativa de homicídio contra Ahmed Dawabsheh, filho do casal de quatro anos de idade, que sobreviveu ao ataque com queimaduras graves.
Ben-Uliel incendiou a casa da família Dawabsheh e outra residência em Duma, após pichar termos como “Vingança” e “Vida Longa ao Rei Messias” na fachada dos alvos.
Na ocasião dos crimes, Ben-Uliel foi condenado por homicídio e tentativa de homicídio em ato descrito pela corte como crime motivado por discriminação racial.
O jornal israelense The Jerusalem Post reportou que o advogado do réu anunciou que entrará com recurso contra a sentença.
LEIA: Ben Uliel e o assassinato da família Dawabsheh: por que Israel celebra seus terroristas?
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