A Corte Distrital de Haifa rejeitou nesta quinta-feira (16) um recurso do sheikh Raed Salah, figura de liderança na resistência palestina, contra a sentença de 28 meses emitida contra ele sobre acusações de “ incitação à violência” e “filiação a grupo clandestino”.
Entretanto, a corte anunciou que Salah não deve iniciar imediatamente o cumprimento de sua pena e pode apresentar-se às autoridades carcerárias em 4 de agosto.
Sobre a decisão judicial, afirmou o sheikh Salah: “Entrarei na prisão livre e sairei da prisão livre. A ocupação [israelense] não tem direito a um grão de areia sequer na sagrada Mesquita de Al-Aqsa.”
“Não haverá qualquer concessão em nossa demanda pela retirada da ocupação [israelense] da Mesquita de Al-Aqsa. A ocupação, injustiça e crueldade desaparecerão; seremos vitoriosos”, acrescentou.
Em novembro de 2019, a Corte de Magistrados de Haifa condenou Salah por “incitação ao terror” e “filiação a grupo clandestino”, em referência ao braço norte do Movimento Islâmico em Israel, liderado pelo sheikh Salah.
Israel criminalizou o movimento em novembro de 2015.
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