O ministro da Saúde Pública de Houthis, no Iêmen, Taha Al-Mutawakkil, anunciou ontem que mil crianças estão morrendo “diariamente” devido à “agressão e bloqueio liderados pela Arábia Saudita” contra o país.
“O setor de saúde do Iêmen é um dos setores civis mais afetados pela agressão saudita-americana e pelo bloqueio”, apontou Al-Mutawakkil, enfatizando que as organizações internacionais não estavam fornecendo os “suprimentos necessários”.
O Iêmen empobrecido tem sido assolado pela violência e pelo caos desde o ano em os houthis invadiram grande parte do país, incluindo a capital, Sanaa. A crise aumentou em 2015, quando uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita lançou uma campanha aérea devastadora, destinada a reverter os ganhos territoriais houthis.
Desde então, acredita-se que dezenas de milhares de iemenitas, incluindo numerosos civis, tenham sido mortos no conflito, enquanto outros 14 milhões estão em risco de morrer de fome, segundo a ONU.
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