Um soldado israelense foi acusado de espionar para o Irã e fornecer informações militares confidenciais em troca de criptomoedas, informou nesta quinta-feira o The Times of Israel, citando autoridades de segurança israelenses, relata a Anadolu.
Em comunicado conjunto, o serviço de segurança interna de Israel, Shin Bet, a polícia e as Forças Armadas informaram que o soldado foi preso em setembro, após uma investigação sobre suspeitas de atividades de espionagem em nome de agentes da inteligência iraniana.
Promotores militares apresentaram uma denúncia formal nesta quinta-feira, acusando o soldado de transmitir informações a um inimigo com a intenção de prejudicar a segurança do Estado e de manter contato com um agente estrangeiro.
A investigação constatou que o soldado manteve contato com agentes da inteligência iraniana por aproximadamente um ano. Durante esse período, ele teria fornecido informações confidenciais sobre as atividades de sua unidade militar, o nível de prontidão operacional do Exército e as convocações de militares.
As informações teriam incluído detalhes sobre sua própria convocação após o início da guerra com o Irã, no começo deste ano.
Segundo os promotores, o soldado também compartilhou informações sobre bases militares e suas coordenadas, além de fotografias de interceptadores de mísseis, veículos militares e aeronaves americanas de reabastecimento estacionadas em um aeroporto israelense.
As autoridades afirmaram que ele forneceu aos agentes iranianos informações sobre outros soldados e comandantes, sabendo que os agentes de inteligência poderiam tentar recrutá-los para atividades de espionagem.
A investigação também constatou que o soldado compartilhou o acesso a um grupo no Telegram utilizado por jovens israelenses que se preparavam para o serviço militar. Posteriormente, um agente iraniano ingressou no grupo.
Os promotores afirmaram que o soldado manteve contato deliberadamente com um agente iraniano e recebeu pagamentos em criptomoedas em troca das informações.
O agente iraniano teria instruído o soldado a instalar aplicativos de comunicação criptografada e se oferecido para comprar um celular e uma pistola para ele.
Os dois também teriam concordado em utilizar uma linguagem codificada e preparar uma versão de cobertura caso as forças de segurança israelenses descobrissem suas atividades.
Segundo os promotores, foi oferecido ao soldado o valor de US$ 200 mil para viajar ao Irã.
Um tribunal militar israelense prorrogou sua prisão preventiva até 12 de novembro, embora as autoridades estejam buscando mantê-lo detido até a conclusão do processo judicial.
O caso ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel e Irã após o início da guerra, no começo deste ano.
![A vida cotidiana continua em Teerã, capital do Irã, em meio às tensões persistentes entre o Irã e os Estados Unidos e aos impactos das sanções americanas, em 14 de setembro de 2026. [Fatemeh Bahrami – Anadolu Agency]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/10/AA-20260914-42468266-42468261-DAILY_LIFE_CONTINUES_IN_TEHRAN_AMID_US_SANCTIONS.webp)