Pacientes com diabetes enfrentam escassez de insulina que ameaça suas vidas em Gaza

10 minutos ago

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Nihavend, mãe palestina de 39 anos, segura um medidor de glicose no sangue que indica um nível elevado de açúcar, enquanto está sentada ao lado de seu filho Amir, de 10 anos, que tem diabetes tipo 1, na Faixa de Gaza, Palestina, em 26 de outubro de 2026. [Saeed M. M. T. Jaras – Anadolu Agency]

Pacientes com diabetes na Faixa de Gaza enfrentam riscos crescentes à saúde, enquanto a escassez de insulina e de suprimentos médicos essenciais persiste em meio às restrições israelenses à entrada de materiais de saúde, informa a Anadolu.

Umm Amir Jaha, de 39 anos, disse que não consegue encontrar insulina dentro do prazo de validade para seu filho Amir, de 10 anos, que tem diabetes tipo 1 e precisa de tratamento regular com insulina.

Ela afirmou que a família foi obrigada a usar canetas de insulina vencidas, compradas a preços elevados, após procurar o medicamento em diferentes regiões de Gaza.

Amir também precisa de um medidor de glicose no sangue e de tiras reagentes para monitorar diariamente sua condição, mas esses materiais também se tornaram difíceis de conseguir.

Jaha disse que seu filho tem sentido dores abdominais, dores de cabeça e dores nas mãos e nos pés enquanto depende de suprimentos insuficientes de insulina. Ela afirmou temer que o estado de saúde dele piore ainda mais caso o tratamento regular não seja restabelecido.

A escassez de análogos de insulina para diabetes tipo 1 e de outros materiais para o tratamento da doença continua grave em toda Gaza. O acesso a medidores de glicose e tiras para medir o açúcar no sangue também é limitado, segundo agências humanitárias da ONU.

O médico Rabii Hamdiya, especialista em endocrinologia e diabetes do Hospital Al-Shifa, afirmou que as interrupções no tratamento com insulina podem provocar níveis perigosamente elevados de glicose no sangue e levar a complicações graves, incluindo cetoacidose diabética e coma.

Ele explicou que as canetas de insulina, utilizadas especialmente por crianças, não estão disponíveis em quantidades suficientes, obrigando alguns pacientes a receber insulina por meio de seringas várias vezes ao dia.

O Ministério da Saúde palestino informou em outubro que cerca de 71 mil pessoas em Gaza têm diabetes, incluindo aproximadamente 3.500 pacientes com diabetes tipo 1, que dependem inteiramente da insulina.

A ONU também informou que as restrições e os atrasos na entrada de suprimentos médicos continuam prejudicando o tratamento de doenças crônicas, incluindo o diabetes.

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