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ONU alerta para agravamento da situação em Taiz, no Iêmen, enquanto bloqueios de estradas impedem a chegada de suprimentos essenciais

21 de outubro de 2026, às 03h53

Famílias iemenitas deslocadas, que fugiram da intensificação dos confrontos entre forças governamentais e rebeldes houthis apoiados pelo Irã, na província de Taiz, lutam para sobreviver em condições de vida precárias no campo de deslocados de Al-Firdaws, em Aden, no Iêmen, em 20 de outubro de 2026. [Abdulnasser Alseddik – Anadolu Agency]

A ONU alertou nesta terça-feira que a situação humanitária em Taiz, no Iêmen, está piorando, enquanto bloqueios de estradas e a insegurança impedem que suprimentos essenciais cheguem a milhões de pessoas, informou a Anadolu.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou durante uma coletiva de imprensa que “os bloqueios de estradas e a insegurança estão impedindo a entrada de suprimentos essenciais, incluindo combustível, na cidade e nas áreas vizinhas, deixando milhões de pessoas em risco de perder acesso a bens e serviços essenciais”.

Dujarric disse que a situação em Taiz “está se deteriorando”, citando informações de colegas que atuam no local.

“Nós e nossos parceiros estamos fazendo todo o possível para apoiar as pessoas necessitadas e ajudar a levar bens, serviços e suprimentos médicos essenciais para Taiz”, afirmou.

Ele ressaltou, no entanto, que “os esforços humanitários não podem atender a essas necessidades se os suprimentos essenciais forem impedidos de chegar à cidade”.

“As estradas precisam ser abertas”, acrescentou Dujarric.

Citando a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ele alertou que a crise também está provocando novos deslocamentos no país.

“O número de deslocados continua aumentando acentuadamente em todo o país, ultrapassando um quarto de milhão de pessoas em 17 de outubro, em comparação com os quase 213 mil registrados anteriormente”, afirmou Dujarric.

Ele acrescentou que “o abrigo continua sendo a necessidade mais mencionada pelas famílias recentemente deslocadas”.

O Iêmen está mergulhado em um conflito desde 2014, quando os houthis tomaram a capital do país, Sanaa, e grande parte do norte do território.