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Ataque aéreo israelense mata mãe em Gaza, enquanto filha de três anos sobrevive às chamas

15 de outubro de 2026, às 13h01

Foto da pequena Maryam, que sobreviveu às chamas após um ataque aéreo israelense atingir o apartamento da família, matando seus dois pais. [Foto/redes sociais]

Uma menina palestina de três anos sobreviveu a um incêndio provocado por um ataque aéreo israelense contra um apartamento residencial no bairro de al-Rimal, na região oeste da Cidade de Gaza, na madrugada de quarta-feira. Sua mãe, porém, foi morta.

O corpo de Reem Asaad Awad, de 33 anos, e outras duas pessoas feridas, incluindo uma criança, foram levados ao Hospital al-Shifa, informou uma fonte médica. Um jornalista afirmou que o ataque aéreo ocorreu por volta das 4h, horário local.

Fontes locais disseram que o bombardeio atingiu um apartamento no edifício al-Amin, perto do cruzamento de Abu Talal, em al-Rimal, causando danos extensos ao imóvel e aos edifícios vizinhos. Um grande incêndio começou no local e foi posteriormente controlado por equipes da Defesa Civil.

Testemunhas relataram que as chamas se espalharam rapidamente pelo apartamento e que as equipes da Defesa Civil inicialmente não conseguiram chegar até o imóvel. A imprensa palestina informou que o jornalista Ali al-Jaafrawi, que filmou o incidente, conseguiu alcançar a menina, Maryam Ghanem, e retirá-la do apartamento nos braços. Em seguida, entregou-a a pessoas que estavam no local para que fosse levada ao hospital.

Al-Jaafrawi afirmou que soube posteriormente que o pai da menina havia sido morto no início da guerra e que sua mãe morreu no ataque aéreo de quarta-feira, deixando a criança órfã.

Israel afirmou que estava investigando o ataque e alegou que o alvo era um integrante do Hamas, mas não apresentou provas para sustentar a alegação.

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) pediu aos membros do Congresso dos Estados Unidos que condenassem Israel pelo incidente.

O ataque ocorre em meio a violações contínuas do acordo de cessar-fogo em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, até terça-feira, essas violações haviam provocado a morte de 1.498 palestinos e deixado outros 5.306 feridos.

O cessar-fogo foi acordado em outubro do ano passado como parte de um plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra. No entanto, as negociações sobre a segunda fase estão paralisadas. Essa etapa prevê a retirada das forças israelenses e o desarmamento do Hamas.