Relatório: Exército israelense encerrou a maioria das investigações sobre suspeitas de saques cometidos por soldados em Gaza e no Líbano

2 horas ago

Warning: foreach() argument must be of type array|object, null given in /www/wwwroot/monitordooriente.com/wp-content/plugins/amp/includes/templates/class-amp-post-template.php on line 236
Soldados israelenses realizam uma revista dentro de uma casa palestina. [Quds Press]

O Exército israelense encerrou a maioria das investigações abertas sobre suspeitas de saques cometidos por soldados durante operações na Faixa de Gaza e no Líbano, com apenas dois casos resultando em acusações formais, segundo dados divulgados pelo jornal israelense Yediot Aharonot.

Os dados foram divulgados após um pedido de acesso à informação apresentado pelo Movimento Israelense pela Liberdade de Informação, informou o jornal.

Segundo a resposta do Exército, a Polícia Militar abriu 25 investigações sobre suspeitas de saques em Gaza entre 2023 e meados de 2026. Três foram abertas em 2023, 19 em 2024, duas em 2025 e uma durante o primeiro semestre de 2026.

Apenas duas das investigações em Gaza resultaram em acusações formais, ambas apresentadas em 2025, segundo o relatório. Os dois casos foram resolvidos por meio de acordos judiciais.

Em um dos casos, um soldado foi condenado por saque. No outro, a acusação original foi alterada e o réu foi condenado por furto.

No Líbano, onde as operações terrestres israelenses se expandiram no final de 2024, a Polícia Militar abriu duas investigações sobre suspeitas de saques — uma em 2024 e outra em 2025. Nenhuma delas resultou em acusação formal.

Ao todo, foram abertas 27 investigações em Gaza e no Líbano, das quais apenas duas — aproximadamente 7% — resultaram em acusações. Com base nos números apresentados, 25 investigações não resultaram em acusações formais.

O jornal afirmou que os números mostram uma diferença significativa entre o número de investigações abertas e os casos que acabaram levando a processos judiciais. Sugeriu que isso poderia refletir dificuldades na coleta de provas durante operações militares ou a prioridade dada à investigação desses casos.

A divulgação dos dados ocorre após comentários feitos em abril pelo chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, que classificou os saques cometidos por soldados como “vergonhosos” e alertou que esse tipo de conduta poderia prejudicar a reputação do Exército.

Zamir instruiu os comandantes de batalhão a denunciar casos suspeitos e afirmou que as alegações respaldadas por provas deveriam ser encaminhadas à Polícia Militar para investigação criminal.

Sair da versão mobile