Segundo a imprensa israelense, um grupo de soldados israelenses se recusou a cumprir uma missão militar considerada “urgente” dentro da Faixa de Gaza, que envolvia viajar em um veículo blindado de transporte de pessoal acompanhado por uma soldada.
De acordo com o The Jerusalem Post, o episódio ocorreu enquanto o Exército israelense se prepara para lançar programas-piloto que permitirão às mulheres assumir funções de combate.
A emissora pública israelense Kan informou que os soldados pertencem à Brigada Givati e fazem parte do programa Hesder, que combina estudos religiosos com o serviço militar.
A missão exigia que eles entrassem em Gaza em um veículo blindado Namer, mas os soldados se recusaram depois que uma médica militar foi incluída na unidade.
O Exército afirmou que a missão era urgente e deveria ser concluída em até duas horas, destacando que não envolvia permanecer por um longo período dentro do veículo.
Segundo o Exército, o rabino da Brigada Givati havia autorizado os soldados a realizar a missão ao lado da soldada. Mesmo assim, eles procuraram orientação de rabinos de fora das Forças Armadas.
Uma fonte militar afirmou que o comandante da companhia conversou com os soldados e explicou a importância da missão, mas eles mantiveram a recusa em cumpri-la.
![Soldados permanecem próximos a uma bandeira israelense enquanto recebem instruções perto da fronteira com a Faixa de Gaza, em 5 de dezembro de 2024, no sul de Israel. [Amir Levy/Getty Images]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/08/GettyImages-2187757683-1.webp)