Principal líder católico de Jerusalém: Cisjordânia se tornou uma “terra sem lei”

1 hora ago

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O cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, participa de uma coletiva de imprensa em Jerusalém após visitar a Igreja da Sagrada Família, em Gaza, em 22 de julho de 2025. [Mostafa Alkharouf – Anadolu Agency]

O patriarca latino de Jerusalém, principal autoridade católica na cidade, afirmou nesta quinta-feira que a Cisjordânia se transformou em uma “terra sem lei”, enquanto continuam os ataques de colonos israelenses na região.

Segundo o cardeal Pierbattista Pizzaballa, a Cisjordânia tornou-se “uma terra sem lei”, com uma situação que continua “sem quaisquer limites efetivos de segurança ou legais”.

Durante sua participação no Encontro pela Amizade entre os Povos, em Rimini, no norte da Itália, Pizzaballa pediu ao Ocidente que intensifique os esforços diplomáticos para impedir a escalada da violência no Oriente Médio.

“É fato que existe uma situação de agressão contínua por parte dos colonos”, afirmou.

Ele defendeu maiores esforços diplomáticos como forma de interromper a escalada e reduzir a violência.

Pizzaballa destacou que a diplomacia é o “único caminho” para resolver o conflito, evitando o uso de armas, violência e força militar.

Sobre a situação em Gaza, descreveu o território como “muito devastado do ponto de vista humano”.

O cardeal também afirmou que a solução de dois Estados é “a única maneira de reconhecer o direito de israelenses e palestinos de terem um lar em sua própria terra”.

Pizzaballa defendeu ainda que a lógica de desumanização provocada pela guerra não se torne uma forma de pensar ou sobreviver.

“A guerra rouba dos jovens os anos mais bonitos de suas vidas, quando não lhes tira a vida por completo”, afirmou, destacando que isso ocorre tanto na Ucrânia quanto no Oriente Médio.

Ele também alertou para a perda do senso de bem comum na região, afirmando que instituições parecem estar cada vez mais orientadas pelo que beneficia seus próprios interesses ou seus respectivos lados políticos.

Em um Oriente Médio “dilacerado pelo ódio, ressentimento e sofrimento”, cultivar a esperança não é fácil, acrescentou o cardeal, ressaltando: “Devemos ser realistas porque a situação se deteriorou.”

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