As forças israelenses invadiram, na madrugada desta quarta-feira, o campo de refugiados de Qalandiya e a cidade de Kafr Aqab, ao norte de Jerusalém ocupada, impondo rígidas restrições, incluindo a proibição das orações da alvorada nas mesquitas do campo, segundo o Governo da Província de Jerusalém.
Em uma série de comunicados enviados à Agência Anadolu, o governo provincial informou que as forças israelenses lançaram uma operação militar de grande escala em Qalandiya e Kafr Aqab.
Segundo a autoridade, as tropas impuseram toque de recolher nas ruas de Kafr Aqab e realizaram um intenso deslocamento de veículos militares na região.
As forças israelenses também impediram a realização das orações da alvorada em todas as mesquitas de Qalandiya e enviaram mensagens de texto a diversos moradores anunciando o início de uma ampla campanha militar no campo de refugiados, acrescentou o governo provincial.
Além disso, as tropas prenderam o pai de Laith al-Shawani, que havia sido morto anteriormente, enquanto um veículo militar israelense atropelou um jovem nas proximidades do campo, de acordo com um correspondente da Agência Anadolu.
Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde do jovem atropelado.
As forças israelenses realizam incursões diárias em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental ocupada.
Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado. As Nações Unidas não reconhecem a ocupação israelense da cidade em 1967, nem sua anexação em 1980.
Os ataques do Exército israelense e de colonos contra palestinos e suas propriedades intensificaram-se em toda a Cisjordânia ocupada desde que Israel lançou sua guerra genocida contra a Faixa de Gaza, em 8 de outubro de 2023.
Esses ataques já resultaram na morte de mais de 1.182 palestinos, deixaram cerca de 13 mil feridos e levaram à prisão de quase 24 mil pessoas na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, segundo dados oficiais palestinos.
As ações também incluem a demolição de casas e outras estruturas, o incêndio de mesquitas, a destruição de terras agrícolas, restrições que impedem agricultores de acessar suas propriedades, deslocamentos forçados e a expansão de assentamentos israelenses.
Os palestinos alertam que, por meio dessas ofensivas, Israel busca criar as condições para a anexação formal da Cisjordânia, comprometendo a possibilidade de estabelecer um Estado palestino conforme as resoluções pertinentes das Nações Unidas.

