A Flotilha Global Sumud, formada para romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, entregar ajuda humanitária e conscientizar o mundo sobre o enclave, partirá novamente de Barcelona após um ano, desta vez com quase o dobro da participação, segundo a Anadolu.
Criada em 2025 por representantes de ONGs, ativistas e voluntários de diversos países, a flotilha está lançando sua segunda missão a Gaza.
Vale destacar que a maior participação na frota, que parte de diferentes pontos do Mediterrâneo, vem novamente da Espanha.
A flotilha sediada em Barcelona, que navegou pela última vez em setembro com 42 barcos e 462 pessoas, partirá em 12 de abril com quase o dobro da escala — 70 barcos e cerca de 1.000 voluntários de 70 países.
Um dos porta-vozes da flotilha, Pablo Castilla, afirmou que o principal objetivo da iniciativa é “condenar a cumplicidade internacional no que está acontecendo em Gaza, exigir responsabilização e abrir um corredor humanitário por mar e terra”.
Castilla expressou preocupação com o fato de a atenção internacional sobre Gaza ter diminuído devido aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã e às ações de Israel no Líbano. “Israel intensificou o bloqueio a Gaza, restringiu a entrada de ajuda humanitária, expandiu os assentamentos e acelerou a confiscação de terras”, disse ele.
Outros organizadores enfatizaram que estão agindo dentro da lei e que a missão está sendo coordenada com organizações da sociedade civil palestina, especialistas jurídicos, políticos e especialistas em segurança marítima e estratégia de mídia.
Este ano, destaca-se a participação de ONGs renomadas como o Greenpeace e a Open Arms, juntamente com o apoio reforçado da prefeitura de Barcelona.
Durante a tentativa anterior da flotilha, em setembro, as forças israelenses interceptaram as embarcações em uma intervenção que os organizadores descreveram como ilegal, abordaram-nas, detiveram voluntários e os levaram para Israel.
Inicialmente, as forças navais israelenses abordaram várias embarcações a cerca de 70 milhas náuticas da costa de Gaza, cortando as comunicações e bloqueando os sinais.
Também utilizaram drones para interferir, interrompendo os sinais de emergência e as transmissões ao vivo da abordagem.







