Um total de 448 ocupantes israelenses invadiram o complexo da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém Oriental ocupada na quinta-feira, primeiro dia após a reabertura da mesquita, que estava fechada desde 28 de fevereiro.
Um funcionário do Departamento Islâmico de Waqf em Jerusalém, que pediu anonimato, disse à Anadolu que “448 ocupantes (colonos) invadiram o complexo da mesquita durante a manhã e após a oração do meio-dia”.
Testemunhas oculares disseram que os ocupantes entraram por Bab al-Magharibah, no lado oeste do complexo, sob forte escolta da polícia israelense.
Acrescentaram que as incursões foram acompanhadas de violações, incluindo cantos altos, danças e orações.
A polícia israelense havia fechado os portões da mesquita em 28 de fevereiro, alegando a necessidade de evitar aglomerações em tempos de guerra com o Irã, em conformidade com as instruções do exército.
Desde então, o acesso ao local estava restrito aos guardas da mesquita e a alguns funcionários do Departamento Islâmico de Waqf.
O complexo reabriu ao amanhecer de quinta-feira, com centenas de fiéis muçulmanos realizando orações.
Testemunhas também relataram que a polícia israelense deteve três fiéis muçulmanos dentro do complexo sem apresentar justificativas.
Israel havia fechado completamente o acesso à Mesquita de Al-Aqsa em 28 de fevereiro, coincidindo com seus ataques ao Irã, permitindo que apenas funcionários da mesquita e representantes do Waqf Islâmico de Jerusalém orassem no local, enquanto outros palestinos foram forçados a orar em mesquitas menores por toda a cidade.
As autoridades também impediram a realização das orações do Eid al-Fitr no local este ano, marcando a primeira restrição desse tipo desde a ocupação israelense de Jerusalém Oriental em 1967.
As autoridades israelenses também fecharam a Igreja do Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados do cristianismo em Jerusalém, durante o mesmo período.







