A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) pediu à agência da ONU para refugiados palestinos, UNRWA, que reverta sua decisão de rescindir os contratos de dezenas de profissionais de saúde na Faixa de Gaza.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Departamento de Assuntos de Refugiados da OLP rejeitou a medida, afirmando que ela prejudica o cerne do trabalho humanitário e de saúde no território.
No mesmo dia, o Sindicato dos Funcionários Árabes da UNRWA em Gaza declarou-se surpreso com as novas medidas de austeridade, incluindo a suspensão de 87 profissionais de saúde com contratos diários. O sindicato alertou que a medida complicaria ainda mais uma situação humanitária já grave.
A OLP afirmou que a decisão afeta cerca de 87 profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, alguns com mais de cinco anos de serviço. Ressaltou que alegar dificuldades financeiras “não justifica prejudicar o sistema de saúde para refugiados”.
Segundo o comunicado, Ahmed Abu Holi, membro do Comitê Executivo da OLP e chefe do Departamento de Assuntos de Refugiados, classificou a decisão como “irresponsável”. Ele observou que essas equipes médicas realizaram mais de 15,9 milhões de consultas desde o início da guerra em Gaza.







