A Alemanha reafirmou na segunda-feira o apoio às sanções da UE contra os violentos colonos israelenses em meio aos pogroms contra palestinos na Cisjordânia, segundo a Anadolu.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Martin Giese, disse a jornalistas em Berlim que seu país “apoiaria” as sanções da UE contra os colonos israelenses violentos, mas também deixou claro que a decisão seria “tomada em Bruxelas”.
Ele destacou que havia um Estado-membro da UE, aludindo à Hungria, que estava “bloqueando” tais sanções.
Giese reiterou que é “claramente o desejo do governo federal” prosseguir com essas sanções.
Em outras notícias relacionadas, Giese defendeu o embaixador alemão em Israel, Steffen Seibert, que foi duramente criticado pelo ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, por criticar a violência contra os colonos na Cisjordânia.
O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, enfatizou em sua conversa telefônica com seu homólogo israelense no domingo à noite “a necessidade de uma abordagem mais decisiva para combater a violência dos colonos”, disse Giese.
O porta-voz reiterou o apoio “total” de seu ministério a Seibert sobre essa questão.
Entretanto, o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, expressou a “preocupação” do seu país com a situação na Cisjordânia e “apelou às partes para que exerçam moderação”.
Desde o início da guerra em Gaza, em 8 de outubro de 2023, os ataques das forças israelenses e de colonos israelenses ilegais na Cisjordânia mataram 1.133 palestinos, feriram cerca de 11.700 e levaram à prisão de aproximadamente 22.000 pessoas.
Só em fevereiro, colonos ilegais realizaram 511 ataques na Cisjordânia, matando sete palestinos a tiros, segundo dados oficiais palestinos.
Anteriormente, em um parecer histórico de julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça declarou ilegal a ocupação israelense do território palestino e exigiu a evacuação de todos os assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.







