Dezesseis organizações tunisianas pediram a libertação imediata de ativistas detidos em conexão com a “Flotilha Sumud”, uma iniciativa destinada a romper o bloqueio israelense a Gaza.
Em uma declaração conjunta intitulada “Apoiar a causa palestina não é crime!”, as organizações condenaram as prisões e instaram as autoridades a suspenderem todos os processos judiciais contra os detidos.
Entre os signatários estão a Liga Tunisiana para os Direitos Humanos, a União Nacional de Jornalistas Tunisianos e a Associação Tunisiana de Mulheres Democráticas.
“Condenamos veementemente essas prisões e responsabilizamos diretamente o regime”, diz a declaração, exigindo a libertação de todos os detidos.
As organizações também criticaram o processo judicial, descrevendo-o como carente de credibilidade, e argumentaram que as prisões vão além de impedir a navegação de navios da Tunísia para Gaza.
Elas afirmaram que a medida parece ter como objetivo minar o ativismo em apoio à Palestina, incluindo os esforços para contestar o bloqueio à Faixa de Gaza.
Na segunda-feira, as autoridades judiciais tunisianas ordenaram a prisão preventiva de sete membros do comitê diretivo da Flotilha da Liberdade do Magreb, com investigações em andamento sobre alegações que incluem evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
Até a tarde de terça-feira, as autoridades tunisianas não haviam se manifestado oficialmente sobre a declaração. No entanto, autoridades já haviam afirmado que o judiciário opera de forma independente e que o governo não interfere em seu trabalho.
As autoridades também expressaram repetidamente o apoio da Tunísia aos direitos palestinos, incluindo o estabelecimento de um Estado palestino independente.
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