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Grupos de direitos humanos tunisianos exigem a libertação de ativistas da flotilha de Gaza

19 de março de 2026, às 02h15

Forças de segurança tomam medidas em frente ao tribunal na capital Túnis, Tunísia, em 19 de julho de 2022 [Yassine Gaidi – Agência Anadolu]

Dezesseis organizações tunisianas pediram a libertação imediata de ativistas detidos em conexão com a “Flotilha Sumud”, uma iniciativa destinada a romper o bloqueio israelense a Gaza.

Em uma declaração conjunta intitulada “Apoiar a causa palestina não é crime!”, as organizações condenaram as prisões e instaram as autoridades a suspenderem todos os processos judiciais contra os detidos.

Entre os signatários estão a Liga Tunisiana para os Direitos Humanos, a União Nacional de Jornalistas Tunisianos e a Associação Tunisiana de Mulheres Democráticas.

“Condenamos veementemente essas prisões e responsabilizamos diretamente o regime”, diz a declaração, exigindo a libertação de todos os detidos.

As organizações também criticaram o processo judicial, descrevendo-o como carente de credibilidade, e argumentaram que as prisões vão além de impedir a navegação de navios da Tunísia para Gaza.

Elas afirmaram que a medida parece ter como objetivo minar o ativismo em apoio à Palestina, incluindo os esforços para contestar o bloqueio à Faixa de Gaza.

Na segunda-feira, as autoridades judiciais tunisianas ordenaram a prisão preventiva de sete membros do comitê diretivo da Flotilha da Liberdade do Magreb, com investigações em andamento sobre alegações que incluem evasão fiscal e lavagem de dinheiro.

Até a tarde de terça-feira, as autoridades tunisianas não haviam se manifestado oficialmente sobre a declaração. No entanto, autoridades já haviam afirmado que o judiciário opera de forma independente e que o governo não interfere em seu trabalho.

As autoridades também expressaram repetidamente o apoio da Tunísia aos direitos palestinos, incluindo o estabelecimento de um Estado palestino independente.
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