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Espanha condena escalada ‘inaceitável’ de violência na Cisjordânia ocupada

17 de março de 2026, às 00h20

Forças israelenses demoliram uma casa de três andares de propriedade palestina, alegando a falta de alvará de construção, na cidade de Tarqumiya, noroeste de Hebron, Cisjordânia, em 1º de fevereiro de 2026. [Wisam Hashlamoun – Agência Anadolu]

A Espanha condenou no domingo a escalada da violência na Cisjordânia ocupada, A declaração critica a impunidade dos colonos israelenses ilegais, o assassinato de civis e os ataques a mesquitas, segundo a agência Anadolu.

A declaração foi feita após as forças israelenses terem atirado e matado uma família palestina que viajava de carro, incluindo marido, esposa e duas crianças de cinco e sete anos. Outras duas crianças ficaram feridas no incidente, mas sobreviveram.

O Ministério das Relações Exteriores expressou sua “profunda consternação e condenação pelas mortes”.

A Espanha também manifestou forte preocupação com os ataques a locais de culto na Cisjordânia, mais recentemente o ataque à mesquita de Duma.

A violência na Cisjordânia aumentou desde 28 de fevereiro, quando começou a operação conjunta de Israel e dos EUA contra o Irã, acrescentou a declaração.

Na sexta-feira, a Comissão de Colonização e Resistência ao Muro informou que colonos israelenses realizaram 192 ataques nas duas primeiras semanas da guerra com o Irã, resultando na morte de seis palestinos.

“As ações realizadas com impunidade por colonos violentos ameaçam a segurança e a integridade da população palestina, atacam suas propriedades e pertences e destroem seus meios de subsistência, como olivais e infraestrutura comercial, forçando, em última instância, os palestinos a abandonar suas terras e casas”, continuou o comunicado.

O governo espanhol também afirmou rejeitar as últimas decisões adotadas pelas autoridades israelenses para expandir os assentamentos e o controle sobre o território palestino na Cisjordânia, o que, segundo ele, “constitui uma violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário”.

Madri também condenou a “perseguição e a violência sistêmica” contra ativistas israelenses pró-Palestina.

O comunicado também destacou que a guerra em Gaza continua letal, com mais de 650 pessoas mortas desde o cessar-fogo, incluindo uma menina de 5 anos na última quinta-feira.

“A Espanha insta o governo de Israel a pôr um fim decisivo à violência e à impunidade e a garantir que os responsáveis ​​por esses atos sejam responsabilizados perante os tribunais”, acrescentou o comunicado.

Afirmou ainda que a violência atual ameaça o plano de paz para Gaza e a implementação da solução de dois Estados.