África do Sul analisa resposta de Israel em caso de genocídio no TIJ sobre Gaza

11 minutos ago

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Visão geral do tribunal da Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, Holanda, em 22 de abril de 2024 [Selman Aksünger/Anadolu Agency] Visão geral do tribunal da Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, Holanda, em 22 de abril de 2024 [Selman Aksünger/Anadolu Agency]

A África do Sul afirmou no domingo que está analisando a resposta de Israel apresentada ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) no caso de genocídio apresentado sobre supostas violações da Convenção sobre o Genocídio na Faixa de Gaza, segundo a Anadolu. Em comunicado, o Departamento de Relações Internacionais e Cooperação afirmou ter tomado conhecimento da resposta de Israel, apresentada em 12 de março, às alegações escritas da África do Sul no caso apresentado ao abrigo da Convenção sobre o Genocídio no Tribunal.

“A África do Sul irá agora analisar a resposta de Israel e decidir se solicita à Corte a permissão para apresentar novas alegações escritas em resposta ou se prossegue diretamente para a fase oral do processo”, diz o comunicado.

Observou-se que, apesar de três decisões vinculativas do TIJ exigirem que Israel impeça atos de genocídio e permita a assistência humanitária, bem como um cessar-fogo em 2025, a destruição e a perda de vidas em Gaza continuam sem cessar.

“A situação em Gaza foi agravada pela escalada da crise no Golfo e pelos ataques contínuos de Israel ao Líbano”, afirmou o comunicado, alertando que esses desenvolvimentos correm o risco de ampliar o conflito, com graves implicações para a paz e a segurança regional e internacional.

O comunicado destacou as declarações do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, de que o país está empenhado em cumprir as promessas da Convenção sobre o Genocídio e da Carta da ONU.

Processo de genocídio da África do Sul contra Israel

A África do Sul apresentou o processo no Tribunal Internacional de Justiça em 29 de dezembro de 2023, acusando Israel de violar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio.

Devido à urgente situação humanitária em Gaza, a África do Sul solicitou ao tribunal que ordenasse medidas provisórias.

Em 26 de janeiro, 28 de março e 24 de maio de 2024, o tribunal emitiu três ordens exigindo que Israel tomasse todas as medidas necessárias para prevenir atos abrangidos pelo Artigo 2 da Convenção sobre o Genocídio, garantisse que suas forças armadas prevenissem atos genocidas, interrompesse as operações militares em Rafah que pudessem criar condições para o genocídio e relatasse regularmente ao tribunal suas ações.

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