Ativistas planejam flotilha de 200 barcos rumo a Gaza, pelo fim do cerco

32 minutos ago

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Flotilha da Liberdade na Catânia, pelo fim do cerco a Gaza, na costa italiana, em 1º de junho de 2025 [Salvatore Allegra/Agência Anadolu]

Ativistas e organizações da sociedade civil anunciaram planos para lançar uma nova frota de larga escala rumo a Gaza, pelo fim do cerco de Israel, ao combinar as iniciativas da Flotilha da Liberdade e do Comboio da Resistência.

Segundo organizadores, a ação deve envolver 200 barcos, que devem partir em 12 de abril de diversos portos mediterrâneos, incluindo Espanha, Itália e Tunísia. Duzentas entidades internacionais participam da coordenação e preparação dos esforços.

Bülent Yildiri, membro turco da flotilha, confirmou à rede Al-Araby Al-Jadeed que pedidos por doação tiveram início na Europa, Ásia, África, Turquia e Golfo.

Yildiri ressaltou que “não há alternativa senão o mar”, de modo que a escala da frota deve dificultar um novo embargo israelense.

Organizadores esperam milhares de participantes de 150 países, incluindo Brasil.

A missão deve ainda se estender para além da entrega humanitária. A flotilha deve levar também trabalhadores de saúde e educação, bem como especialistas em infraestrutura e meio-ambiente, advogados e investigadores capazes de registrar crimes de guerra e lesa-humanidade cometidos por Israel em Gaza.

Espera-se mil médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde a bordo do comboio.

No último ano, Israel atacou uma série de iniciativas pelo fim do cerco, incluindo confisco de carga e sequestro e deportação dos ativistas.

Em outubro, forças navais israelenses atacaram mais de 40 barcos da Flotilha Sumud e detiveram ao menos 450 ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, com relatos de abusos e violações de direitos humanos.

Israel mantém um cerco militar a Gaza, lar de 2.4 milhões de pessoas, há quase 18 anos, intensificado ao longo do genocídio, desde outubro de 2023. Neste período, as ações de Israel deixaram ao menos 70 mil mortos, em condições de fome, no enclave palestino. A maioria das vítimas são mulheres e crianças.

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