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Mais de 100 palestinos presos por Israel na Cisjordânia desde o início do Ramadã, diz grupo de direitos humanos

23 de fevereiro de 2026, às 18h23

Exército israelense realiza uma incursão na cidade de Yamun com veículos blindados, executando uma operação em uma casa para deter um palestino em Jenin, Cisjordânia, em 18 de fevereiro de 2026. [Nedal Eshtayah – Agência Anadolu]

O exército israelense deteve mais de 100 palestinos em toda a Cisjordânia ocupada desde o início do mês sagrado muçulmano do Ramadã, informou um grupo de direitos humanos palestino neste domingo, segundo a Anadolu.

Diversas mulheres e crianças estavam entre os detidos desde o início do Ramadã, em 18 de fevereiro, na maioria das províncias da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, informou a Sociedade Palestina de Prisioneiros em um comunicado.

As prisões foram marcadas por “espancamentos brutais, atos organizados de terrorismo contra os detidos e suas famílias, além de sabotagem e destruição generalizadas de casas de cidadãos e confisco de veículos, dinheiro e joias de ouro”, acrescentou o grupo.

Mais de 9.300 palestinos estão atualmente detidos em prisões israelenses, incluindo 350 crianças, e enfrentam tortura, fome e negligência médica que levaram à morte de dezenas, segundo organizações de direitos humanos palestinas e israelenses.

Israel intensificou as operações na Cisjordânia ocupada desde o início de sua campanha militar em Gaza, em 8 de outubro de 2023.

Pelo menos 1.117 palestinos foram mortos e cerca de 11.500 ficaram feridos em ataques do exército e de colonos ilegais na Cisjordânia durante esse período.