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Rússia pede diálogo sobre questão nuclear iraniana e rejeita ameaças

22 de fevereiro de 2026, às 09h39

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, discursa em Moscou, Rússia, em 20 de janeiro de 2026. [Sefa Karacan – Agência Anadolu]

A Rússia pediu a resolução da questão nuclear iraniana por meio do diálogo, alertando que ameaças e táticas de pressão não levarão a negociações adiante.

Em discurso em Moscou, na quarta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que Moscou acredita que soluções aceitáveis ​​só podem ser alcançadas por meio de um “diálogo baseado na igualdade e no respeito”.

“Não há alternativa razoável a esse diálogo”, disse Zakharova, expressando a disposição da Rússia em contribuir para a resolução das tensões entre o Irã e os Estados Unidos por meios políticos e diplomáticos.

Ela acrescentou: “Esperamos que a razão prevaleça e que a região não seja empurrada para uma nova aventura militar que teria consequências devastadoras”.

As declarações da primeira-ministra ocorreram em meio à retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Sultanato de Omã sediou uma recente rodada de conversas em Genebra, após uma sessão anterior em Mascate, em 6 de fevereiro.

Teerã afirmou estar preparada para continuar suas atividades nucleares dentro das restrições acordadas, em troca da suspensão das sanções econômicas. Os Estados Unidos, no entanto, exigem que o Irã interrompa completamente o enriquecimento de urânio e remova seu estoque de urânio altamente enriquecido do país.

Washington também busca ampliar o escopo das negociações para incluir o programa de mísseis do Irã e seu apoio a grupos armados na região. Autoridades iranianas têm insistido repetidamente que as discussões se limitarão estritamente à questão nuclear.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar no Oriente Médio e reiteraram os alertas de possível ação militar. Teerã, por sua vez, acusou Washington e Israel de fabricarem pretextos para intervenção e prometeu responder a qualquer ataque, mantendo sua exigência de alívio das sanções.