1.200 israelenses se opõem à proposta de lei que prevê pena de morte para prisioneiros palestinos

34 minutos ago

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10 prisioneiros palestinos libertados pelas forças israelenses são transferidos para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Deir al-Balah, Gaza, em 28 de dezembro de 2025. [Abdalhkem Abu Riash - Agência Anadolu]

Cerca de 1.200 figuras públicas israelenses anunciaram sua oposição a uma proposta de lei que imporia a pena de morte a prisioneiros palestinos, um projeto de lei apresentado pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, descrevendo-o como uma “mancha moral”, informou a mídia local na terça-feira.

Figuras israelenses, incluindo laureados com o Prêmio Nobel, ex-altos oficiais militares e ex-ministros da Suprema Corte, publicaram uma declaração opondo-se à lei da pena de morte para prisioneiros palestinos que está sendo debatida no parlamento israelense, o Knesset, informou o site de notícias israelense Walla.

A declaração afirma que “renovar o uso da pena de morte mancharia moralmente Israel e contradiria sua identidade como um Estado judeu”, referindo-se à proposta de lei de execução para prisioneiros palestinos.

Entre os signatários estão os laureados com o Prêmio Nobel de Química, Ada Yonath, Aharon Ciechanover, Avram Hershko e Dan Shechtman.

Também assinaram quatro ex-ministros da Suprema Corte, Meni Mazuz, Yoram Danziger, Anat Baron e George Kara, além de dezenas de ex-juízes e procuradores de alto escalão.

Outros signatários incluem ex-autoridades de segurança: os chefes do Shin Bet, Ami Ayalon e Carmi Gillon; o ex-chefe do Mossad, Tamir Pardo; os ex-chefes do Estado-Maior do Exército israelense, Dan Halutz e Moshe Ya’alon; e o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert.

O relatório observou que reitores de universidades e acadêmicos de todo o país, juntamente com centenas de professores titulares, também assinaram a declaração.

O partido de extrema-direita Otzma Yehudit, liderado pelo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, propôs o projeto de lei, que imporia a pena de morte a prisioneiros palestinos acusados ​​de matar ou participar do assassinato de israelenses, enquanto não aplicaria a mesma lei a israelenses acusados ​​de matar palestinos.

Em novembro, o Knesset aprovou o projeto de lei em primeira leitura. Ele ainda precisa passar pela segunda e terceira leituras para se tornar lei, e nenhuma data foi definida para essas votações.

Se aprovado, o projeto de lei prevê a execução da sentença por injeção letal administrada pelo serviço penitenciário.

Para evitar qualquer possibilidade de adiamento da execução, a lei estipula que ela deve ser realizada em até 90 dias após a decisão judicial.

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