Mais de 529 mil refugiados retornaram ao Sudão vindos de países vizinhos nos últimos dois anos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Em um relatório divulgado no domingo, a agência afirmou ter registrado 529.661 pessoas que retornaram ao Sudão entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025.
O Sudão está mergulhado em conflito desde abril de 2023, quando confrontos eclodiram entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) devido à integração do grupo paramilitar às forças armadas. A guerra desencadeou o que as Nações Unidas descrevem como uma das piores crises humanitárias do mundo, com dezenas de milhares de mortos e cerca de 13 milhões de deslocados.
Aproximadamente 4,5 milhões de pessoas fugiram para países vizinhos durante o conflito e são consideradas refugiadas, segundo dados recentes da ONU. A população total do Sudão é estimada em cerca de 48 milhões.
A OIM informou que cerca de 89% dos retornados vieram do Egito, enquanto menos de 11% retornaram do Chade. Números menores retornaram de outros países, incluindo a Etiópia.
Quanto aos motivos do retorno, o relatório indicou que quase 41% citaram uma melhoria na situação de segurança. Outros motivos incluíram a busca por emprego ou meios de subsistência (26%), visitas familiares (19%) e questões legais (9%), sendo o restante atribuído a diversos outros fatores.
A agência acrescentou que 67% dos que retornaram indicaram que pretendem voltar para suas áreas de residência originais no Sudão.
![Pessoas deslocadas de El Fasher e outras áreas afetadas pelo conflito são reassentadas no recém-criado campo de El-Afadh, em Al Dabbah, no Estado do Norte do Sudão, em 9 de novembro de 2025. [Stringer – Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/02/AA-20251109-39662724-39662721-SUDANESE_DISPLACED_FROM_FASHER_RELOCATED_TO_ELAFADH_CAMP.webp)