Huda Ammori, cofundadora do grupo Palestine Action, venceu nesta sexta-feira (13) um processo legal no Reino Unido sobre a designação de seu ativismo como “terrorista”, na Suprema Corte de Londres, que determinou inconstitucionalidade sobre a medida.
“A Suprema Corte reconheceu que banir o Palestine Action é ilegal e desproporcional, no que diz respeito à liberdade de expressão, e que a Secretaria do Interior violou sua própria política”, comentou Ammori no Twitter (X).
“O tribunal decidiu que a proibição deve ser rescindida”, acrescentou Ammori. “Detalhes serão divulgados em uma data futura”.
Em resumo em seu website, a Supremo Corte confirmou como “desproporcional” os atos do governo britânico para criminalizar o grupo pró-Palestina, ao notar que “a natureza e a escala de suas atividades, dentro das definições de terrorismo, não foram atingidas, em termos de escala ou incidência, para exigir proibição”.
O Palestine Action, no entanto, segue impedido de conduzir atividades à espera de outros processos legais.
Shabana Mahmood, secretária do Interior, prometeu recorrer à Justiça, ao alegar “rigoroso processo decisório, com base em evidências”, com apoio do parlamento. “Divirjo da ideia de que proibir essa organização terrorista [sic] é desproporcional”, escreveu.
O Palestine Action foi criminalizado em julho último sob o Ato de Combate ao Terrorismo, após ativistas entrarem em uma base da Força Aérea Real e verterem tinta em dois jatos militares, com danos estimados pela polícia em £7 milhões.
Desde então, centenas de ativistas pró-Palestina foram detidos em todo Reino Unido.
Jeremy Corbyn, ex-líder do Partido Trabalhista, saudou, porém, o veredito, ao descrevê-lo como “enorme vitória ao movimento de solidariedade palestina, por direitos civis e nossa humanidade em comum”.
“O verdadeiro crime é a cumplicidade deste governo no genocídio [em Gaza]”, reafirmou. “Não descansaremos até haver justiça ao povo palestino”.
Em Gaza, a campanha israelense, ainda em curso, matou ao menos 71 mil pessoas, além de 171 mil feridos e dois milhões de desabrigados.
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