Israel prendeu cerca de 22 mil palestinos em Jerusalém e Cisjordânia ocupadas, desde o início do genocídio em Gaza, confirmou nesta quinta-feira (12) a ong de direitos humanos Clube dos Prisioneiros Palestinos, radicada em Ramallah.
Conforme relatório, os números cobrem a totalidade das prisões desde então, incluindo aqueles que permanecem em custódia e outros eventualmente liberados. A ong ressaltou se tratar de recorde de prisões no período de dois anos e meio.
Os dados, contudo, não incluem palestinos sequestrados em Gaza por forças ocupantes, estimados na escala de milhares; tampouco campanhas repressivas de prisão nas terras expropriadas em 1948 — ou Palestina histórica, no território designado Israel.
Campanhas de prisão em massa na Cisjordânia seguem acelerando, prosseguiu o alerta, com ao menos 40 palestinos presos somente entre quarta-feira à noite e quinta-feira pela manhã. Entre os quais, quatro mulheres, uma criança e ex-prisioneiros.
As prisões são acompanhadas ainda de violações “sem precedentes”, como ameaças às famílias, danos às residências, espancamentos e expropriação ilegal de veículos, dinheiro e mesmo joias pessoais.
A ong acusou forças israelenses de destruírem infraestrutura civil, incluindo ao demolir casas de parentes dos prisioneiros ou tomá-los de reféns ou escudos humanos, em meio a práticas de punição coletiva e limpeza étnica contrárias à lei internacional.
Execuções em campo também foram registradas.
As campanhas de prisões, advertiu o dossiê, servem ainda para expandir assentamentos ilegais em toda a Cisjordânia.
Milhares foram interrogados ilegalmente, concluiu a nota, submetidos a abusos e tortura em campos de detenção e centros clandestinos de custódia.







