Itamar Ben-Gvir, ministro de Segurança Nacional de Israel, líder do partido supremacista Otzma Yehudit (Poder Judeu), invadiu na sexta-feira (13) a penitenciária de Ofer, a oeste de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em visita marcada por abuso e intimidação contra os palestinos detidos.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Ben-Gvir entrou na instalação junto de oficiais de alto escalão da polícia ocupante, entre os quais o comissário Yaakov Shabtai, dias antes do início do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.
Ben-Gvir vangloriou-se, mais uma vez, de deteriorar as condições de custódia, desde que assumiu o ministério em 2022. “Este não é um hotel de luxo”, declarou.
Segundo a televisão israelense, carcereiros lançaram granadas de efeito moral nas celas, durante a visita. Na ocasião, Ben-Gvir insistiu que as restrições vigentes “não bastam”, ao prometer pressionar por legislações ainda mais severas, incluindo pena capital.
Segundo ongs palestinas e israelenses, prisioneiros libertados recentemente continuam a reportar tortura, fome, negligência médica e mesmo violência sexual, ao corroborar uma onda de denúncias internacionais no contexto do genocídio em Gaza.
Em novembro de 2025, o parlamento israelense (Knesset) deferiu a primeira leitura de um projeto de lei, encabeçado pelo partido de Ben-Gvir, para permitir executar prisioneiros palestinos condenados por matar cidadãos israelenses.
A tramitação segue agora a segunda e terceira leituras, sem data marcada.
Estima-se ao menos 9.300 palestinos detidos pela ocupação, entre os quais 350 menores de idade, conforme dados atualizados do início de fevereiro. Grupos de direitos humanos alertam há anos para as violações sistemáticas contra os palestinos.







