Post viral afirma que Netanyahu buscou aprovação legal, reacendendo especulações sobre a coleta de órgãos por Israel

49 minutos ago

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém em 9 de dezembro de 2024 [Maya Alleruzzo/POOL/AFP via Getty Images]

Alegações online sobre a coleta de órgãos por Israel ressurgiram após uma postagem viral afirmar que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu buscou aprovação legal na década de 1990 para retirar órgãos de palestinos falecidos para transplante.

A alegação, amplamente compartilhada nas redes sociais, cita admissões documentadas sobre a remoção de órgãos sem consentimento no instituto forense estatal de Israel. Essas revelações anteriores detalharam como córneas, pele, válvulas cardíacas e ossos foram retirados durante autópsias sem autorização — uma prática que um funcionário israelense reconheceu posteriormente e afirmou ter sido encerrada.

A discussão mais recente foi desencadeada por um tweet amplamente compartilhado alegando que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou políticas na década de 1990 relacionadas ao uso de corpos palestinos para fins médicos.

“Retirar órgãos de terroristas mortos para transplante em israelenses? Vou verificar se a ideia é legalmente viável”, teria dito Netanyahu, de acordo com uma imagem de um documento oficial do governo israelense compartilhada no X. O primeiro-ministro israelense não rejeitou a proposta — ele a encaminhou (ou prometeu encaminhá-la) para especialistas jurídicos.

Netanyahu teria demonstrado interesse na ideia, escrevendo que examinaria se ela era “aplicável sob a lei israelense”. Embora o documento pareça oficial, a autenticidade e o contexto do documento que circula online não foram verificados de forma independente.

Usuários de redes sociais questionaram posteriormente se isso marcaria o início de uma política de coleta de órgãos.

As novas alegações baseiam-se em admissões confirmadas por autoridades israelenses de que, durante a década de 1990, órgãos foram removidos no principal instituto forense estatal de Israel, o Instituto Nacional de Medicina Legal L. Greenberg — comumente conhecido como Instituto Forense Abu Kabir — em Tel Aviv.

Constatou-se que o instituto, que realiza autópsias e presta serviços forenses para o Estado israelense, removeu órgãos de corpos de palestinos, israelenses e trabalhadores estrangeiros sem o consentimento de suas famílias. As autoridades reconheceram posteriormente que córneas, pele, válvulas cardíacas e ossos foram retirados durante autópsias sem autorização, descrevendo a prática como tendo ocorrido anos antes e insistindo que ela havia sido interrompida.

Embora essas admissões se refiram à retenção não autorizada de órgãos, e não a uma política declarada de coleta, elas continuam a alimentar especulações sobre o tratamento mais amplo dos corpos palestinos.

Organizações de direitos humanos estimam que Israel continua a reter os corpos de centenas de palestinos. Essa política, combinada com relatos recentes de restos mortais não identificados sendo devolvidos a Gaza em sacos lacrados após meses de operações militares, intensificou as suspeitas online.

Mary Turfah, escritora e médica residente em cirurgia, com formação em antropologia pela Universidade de Yale e em Estudos do Oriente Médio, Sul da Ásia e África pela Universidade de Columbia, escreveu recentemente para a revista The Baffler, examinando o que descreveu como a gestão política dos corpos palestinos.

Turfah argumenta que o tratamento dado aos corpos palestinos não é incidental, mas estrutural. Ela descreve como Israel reteve os corpos, enterrou-os em sepulturas numeradas e atrasou sua devolução às famílias, enquadrando essas práticas como parte de um sistema de controle mais amplo. O poder exercido sobre os palestinos, sugere ela, não termina com a morte. Em vez disso, o Estado continua a determinar quando e como os corpos são liberados, identificados ou enterrados.

Especificamente sobre a remoção de órgãos, Turfah a situa dentro de um padrão mais amplo de controle estatal. Ela se refere a admissões anteriores de que órgãos foram retirados sem o consentimento da família e trata esse episódio como parte de uma história mais longa em que os corpos palestinos são tratados como disponíveis ao Estado mesmo após a morte.

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