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Número de palestinas em prisões israelenses sobe para 59, diz escritório do Hamas

13 de fevereiro de 2026, às 05h21

Mulheres palestinas participam de uma marcha exigindo a libertação de prisioneiras em prisões israelenses em Nablus, na Cisjordânia, em 9 de março de 2025. [Mohammed Nasser/Apaimages]

O Escritório de Mídia dos Prisioneiros, afiliado ao Hamas, afirmou que o número de mulheres palestinas detidas em prisões israelenses subiu para 59, após mais de 680 prisões de mulheres desde 7 de outubro de 2023.

Em um comunicado divulgado na quarta-feira, o escritório disse que o total inclui menores e observou que o número não contabiliza detentos de Gaza. cujo paradeiro é, segundo relatos, desconhecido em instalações de detenção militar.

De acordo com a declaração, entre as 59 prisioneiras, estão duas mulheres diagnosticadas com câncer, duas menores de idade e uma detenta que deu à luz enquanto estava sob custódia. Acrescentou que a maioria das mulheres enfrenta acusações de “incitação”, enquanto cerca de um terço está detido administrativamente sem acusação formal.

O gabinete alegou que as prisioneiras são submetidas a desnutrição, negligência médica, invasões às prisões, confinamento solitário e violações de privacidade. Afirmou ainda que jornalistas e figuras da mídia continuam detidas e acusou as autoridades israelenses de usar as detentas como moeda de troca contra suas famílias.

As autoridades israelenses não comentaram os números mais recentes. Dados oficiais indicam que aproximadamente 9.350 palestinos estão atualmente detidos em prisões israelenses, no início de janeiro.