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Chefe de direitos humanos da ONU afirma que o aprofundamento do controle israelense sobre terras palestinas viola a autodeterminação

12 de fevereiro de 2026, às 08h08

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, concede coletiva de imprensa em Genebra, Suíça, em 10 de dezembro de 2025. [Beyza Binnur Dönmez – Agência Anadolu]

O chefe de direitos humanos da ONU alertou na quarta-feira que as recentes decisões israelenses de expandir a expropriação de terras na Cisjordânia ocupada violam o direito dos palestinos à autodeterminação e podem agravar a anexação, segundo a Anadolu.

Volker Turk afirmou que as decisões aprovadas pelo gabinete de segurança israelense são “as mais recentes de uma série de medidas para anexar terras palestinas, em flagrante violação do direito à autodeterminação”.

“Este é mais um passo das autoridades israelenses para tornar impossível um Estado palestino viável, em violação do direito do povo palestino à autodeterminação”, declarou em comunicado.

Turk alertou que, se implementadas, as medidas “acelerarão o desapossamento dos palestinos e sua transferência forçada, levando à criação de mais assentamentos israelenses ilegais”, além de privar os palestinos de recursos naturais e restringir outros direitos.

De acordo com o escritório de direitos humanos, um pacote de 8 de fevereiro expandiria a autoridade civil israelense nas áreas A e B da Cisjordânia, onde alguns poderes estão sob a jurisdição da Autoridade Palestina, conforme os Acordos de Oslo, e permitiria que autoridades e indivíduos israelenses adquirissem terras.

“Isso consolidará ainda mais o controle e a integração de Israel da Cisjordânia ocupada, reforçando a anexação ilegal”, disse Turk.

As decisões também retiram da Autoridade Palestina os poderes de planejamento e construção em partes de Hebron, incluindo a Mesquita de Ibrahimi/Caverna dos Patriarcas, e estabelecem o controle administrativo israelense sobre o Túmulo de Raquel em Belém, de acordo com a declaração.

“Essas decisões devem ser anuladas”, disse ele. “Os assentamentos devem ser evacuados. A ocupação deve terminar. Agora.”