A Comissão Nacional para a Ação Popular Palestina emitiu, na terça-feira, um comunicado à imprensa condenando o plano da ocupação israelense de anexar a Cisjordânia, incluindo Jerusalém. O comunicado afirma que a Comissão “rejeita as resoluções agressivas, expansionistas e perigosas aprovadas pelo Gabinete de Segurança de Israel e anunciadas pelos ministros Smotrich e Katz”.
A Comissão é composta por diversas organizações palestinas, nomeadamente: o Congresso Nacional Palestino, a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, a Federação Palestina da América Latina e a Conferência Popular Palestina – 14 Milhões. Entre os seus membros encontram-se várias figuras palestinas independentes de destaque, nomeadamente: Hassan Khreisheh, Oraib Al-Rantawi, Mustafa Barghouti e Wadah Khanfar.
A declaração dizia: “Estas medidas não são meros passos administrativos isolados, mas sim um plano estratégico integrado com o objetivo de impor uma nova realidade demográfica e geográfica. Este projeto de anexação de facto na Cisjordânia e em Jerusalém complementa o crime de genocídio em Gaza, fazendo parte de uma política abrangente para eliminar a presença palestina.”
A Comissão afirmou que responsabiliza plenamente a comunidade internacional pelas consequências desta invasão e assegurou que a unidade e a vontade do povo palestino são a rocha sobre a qual todas as conspirações de anexação e deslocamento ruirão.
![Colonizadores israelenses invadiram a Cidade Velha de Hebron após a aprovação, por Israel, de uma série de medidas destinadas a expandir suas “atividades de supervisão e controle” em áreas sob administração da Autoridade Palestina na Cisjordânia, em 9 de fevereiro de 2026. [Mamoun Wazwaz – Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/02/AA-20260209-40502685-40502674-TENSIONS_RISE_IN_HEBRON_AFTER_ISRAEL_APPROVES_NEW_CONTROL_MEASURES.webp)