O Hamas afirmou que a escalada israelense por meio do bombardeio intensificado em toda a Faixa de Gaza, que, segundo o grupo, matou mais de 20 civis, incluindo crianças e um paramédico, constitui uma continuação direta da guerra de extermínio e agressão.
Em um comunicado, o Hamas disse que a escalada reflete as intenções premeditadas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de obstruir a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo, particularmente impedindo a abertura da passagem de Rafah
O movimento rejeitou as alegações israelenses de que um incidente de tiro contra um de seus soldados desencadeou a escalada, descrevendo-as como um pretexto para justificar a continuidade das mortes e agressões contra palestinos. O Hamas afirmou que as ações representam uma tentativa de impor uma realidade permanente de repressão e terror em Gaza, em flagrante desrespeito ao acordo de cessar-fogo e aos entendimentos existentes.
O Hamas apelou aos mediadores e aos Estados garantes para que assumam uma posição firme contra os “esforços sistemáticos de Netanyahu” para minar o acordo e retomar o genocídio, os assassinatos e a fome na Faixa de Gaza.
O movimento acrescentou que a contínua agressão israelense, apesar da transição para a segunda fase do cessar-fogo e da abertura da passagem de Rafah, representa uma sabotagem deliberada dos esforços para consolidar a trégua. Afirmou que as ações refletem uma política contínua de assassinatos e cercos com o objetivo de burlar as obrigações do Plano Trump, ao qual o Hamas disse ter se comprometido.
O Hamas instou a uma pressão internacional imediata para que cessem as violações e para que Israel respeite suas promessas e compromissos no âmbito do acordo de cessar-fogo.







