O jornal italiano La Repubblica noticiou na segunda-feira que pelo menos 27 dos 29 barcos que partiram da costa da Tunísia afundaram durante a tempestade Harry, que atingiu o Mar Mediterrâneo em janeiro passado, deixando centenas de migrantes mortos.
Anteriormente, a guarda costeira italiana estimou que cerca de 380 pessoas morreram em oito barcos que nunca chegaram à Itália. Organizações não governamentais, no entanto, afirmam que o número de mortos pode chegar a pelo menos 1.000.
Segundo reportagem no site do jornal, refugiados na Líbia relataram que pelo menos 29 barcos de ferro, chamados de “caixões flutuantes”, partiram da Tunísia, mas apenas dois chegaram a Lampedusa ou retornaram à costa.
A tempestade Harry atingiu a região entre 19 e 21 de janeiro, trazendo ondas de até 16 metros de altura. A ONG italiana Mediterranea Saving Humans descreveu os eventos no mar como um “massacre”.
Laura Marmorale, presidente da Mediterranea Saving Humans, declarou ao jornal: “Os contornos da maior tragédia dos últimos anos estão se delineando ao longo das rotas do Mediterrâneo central, e os governos da Itália e de Malta permanecem em silêncio e nada fazem”.
Um sobrevivente, Ramadan Conte, um jovem de Serra Leoa, disse que estava em um pequeno barco com outras 47 pessoas, incluindo seu irmão, a esposa do irmão e seu sobrinho. Nenhum deles sobreviveu.
A rota do Mediterrâneo central continua sendo um dos caminhos mais perigosos para a migração irregular.
![194 migrantes de diferentes nacionalidades, 50 dos quais desacompanhados, que partiram da Tunísia, são resgatados pela ONG espanhola Open Arms perto de Lampedusa, Itália, em 3 de agosto de 2023 [Valeria Ferraro – Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/02/AA-20230806-31863950-31863949-SPANISH_NGO_RESCUES_194_IRREGULAR_MIGRANTS_IN_NEAR_LAMPEDUSA.webp)