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 Israel proíbe Médicos Sem Fronteiras de atuarem em Gaza

2 de fevereiro de 2026, às 17h34

Um médico da Médicos Sem Fronteiras (MSF) atende pacientes no Hospital Nasser, em Khan Yunis, Gaza, em 15 de janeiro de 2026, enquanto os pacientes enfrentam dificuldades de acesso a cuidados médicos devido à inadequação dos serviços de saúde. [Abed Rahim Khatib/ Agência Anadolu]

Israel proibiu no domingo as atividades da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza e ordenou que a organização deixe o enclave até 28 de fevereiro, segundo a Anadolu.

O Ministério da Diáspora de Israel, responsável pelas relações com as organizações humanitárias que atuam em Gaza e na Cisjordânia, afirmou que a decisão foi tomada depois que a organização se recusou a enviar sua lista de funcionários para Tel Aviv.

Uma declaração do ministério citada pelo jornal Maariv afirmou que a MSF se recusou a “enviar listas de funcionários locais, uma exigência aplicável a todas as organizações humanitárias que operam na região”.

O ministério alegou que a medida visa “permitir atividades legítimas de assistência humanitária, evitando a exploração da cobertura humanitária para fins hostis ou terroristas”.

“Essas listas de funcionários não são compartilhadas com terceiros e são usadas exclusivamente para fins internos”, alegou o ministério.

Na sexta-feira, a MSF afirmou que não compartilhará a lista de seus funcionários palestinos e internacionais com Israel devido à recusa de Tel Aviv em “garantir a segurança de nossa equipe ou a gestão independente de nossas operações”.

A MSF é uma das maiores organizações humanitárias que atuam em Gaza, e a paralisação de suas atividades deverá causar sérios danos aos já escassos serviços médicos disponíveis no enclave.

A guerra de dois anos de Israel contra Gaza matou quase 71.800 palestinos e feriu mais de 171.400. O ataque destruiu aproximadamente 90% da infraestrutura civil em Gaza, com estimativas da ONU apontando custos de reconstrução em cerca de US$ 70 bilhões.