![PHOTO-2026-01-31-11-41-11-6 Destruição na Cidade de Gaza, após ataques de Israel, em 31 de janeiro de 2026 [Mohammed Asad/MEMO]](https://i0.wp.com/www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/02/PHOTO-2026-01-31-11-41-11-6.webp?w=610&h=407&ssl=1)
Ao menos 37 palestinos foram mortos e outras dezenas feridos em uma série de ataques aéreos israelenses contra diversas localidades de Gaza, nas últimas 24 horas, reportaram múltiplas fontes, segundo informações da agência Anadolu.
A Defesa Civil de Gaza confirmou as baixas, incluindo crianças, em comunicado emitido na manhã deste sábado (31).
Cinco pessoas — três crianças e duas mulheres — foram mortas, além de feridos, por um bombardeio israelense a um apartamento residencial no bairro de al-Rimal, na zona oeste da Cidade de Gaza, corroboraram fontes médicas à imprensa internacional.
Sete outros — um homem, com três filhos e três netos pequenos — foram mortos por um ataque direto a uma tenda de deslocados em Asdaa, noroeste de Khan Younis, no sul de Gaza, informaram paramédicos no Hospital Nasser, na cidade.
Disparos a um apartamento residencial no bairro de al-Tuffah, na zona leste da Cidade de Gaza, deixaram diversos feridos.
Jatos militares israelenses alvejaram ainda a rua al-Jalaa, noroeste da Cidade, e o campo de refugiados de Bureij, no centro do enclave, contudo, sem confirmação de baixas.
Uma aeronave de Israel realizou um ataque contra um prédio da gestão civil do campo de Ghaith, que abriga centenas de deslocados, próximo ao Colégio al-Ribat, na região de al-Mawasi, em Khan Younis, destacou um correspondente da agência Anadolu.
O disparo se deu pouco após um alerta arbitrário de evacuação, deferido pelo exército da ocupação israelense, porém precedido por um ataque a drone.
Em comunicado, a Defesa Civil em Khan Younis ressaltou que suas equipes “controlaram um incêndio deflagrado em tendas de deslocados em Ghaith”, após a ofensiva.
Em evento paralelo, aviões militares israelenses alvejaram a delegacia de Sheikh Radwan, a oeste da Cidade de Gaza, deixando 13 mortos e dezenas de feridos, incluindo quatro policiais femininas, segundo testemunhas e oficiais em campo.
Operações de busca seguem nos escombros do edifício.
Um médico notou ainda três mortos por um bombardeio israelense contra uma residência no bairro de al-Nasser, também na zona oeste da Cidade de Gaza.
Tiros de soldados mataram outro palestino a leste de Jabalia, no norte do enclave.
Na sexta-feira (30), o exército ocupante matou cinco palestinos em incidentes distintos.
Desde que o suposto cessar-fogo entrou em vigor, em outubro, ataques de Israel mataram ao menos 524 palestinos, além de 1.360 feridos, conforme dados atualizados. Estima-se 1.450 violações da trégua, pelo lado israelense, até então.
Paralelamente, o gabinete de imprensa de Gaza destacou que forças coloniais prenderam ao menos 50 palestinos desde o acordo, em áreas além da “linha amarela” e em bairros residenciais de todo o território.
Sobre o protocolo humanitário, a assessoria indicou que Israel permitiu entrada de 28.927 caminhões de assistência, combustível e bens comerciais, consideravelmente abaixo dos 66.600 estipulados sob a trégua.
Israel mantém seu genocídio contra Gaza desde outubro de 2023, com ao menos 71.800 mortos e 171.400 feridos, além de dois milhões de desabrigados sob crise de fome, bem como destruição de 90% da infraestrutura.
As Nações Unidas calculam que a reconstrução de Gaza deve custar US$70 bilhões.
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