Pobreza atinge quase dois milhões em Israel, confirma relatório interno

10 minutos ago

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Protesto contra o governo israelense de Benjamin Netanyahu, em Tel Aviv, em 17 de janeiro de 2026 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Quase dois milhões de pessoas em Israel estão hoje abaixo da linha da pobreza, incluindo 880 mil crianças, reportou nesta sexta-feira (30) o relatório anual do Instituto Nacional de Previdência e Seguros.

Os dados corroboram crise social em meio a políticas de austeridade de guerra, aumento no custo de vida e desaceleração da economia. Os índices compilados em 2025 refletem o ano anterior; contudo, sugerem tendências de piora.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

O censo confirmou que a população no território designado Israel excede atualmente dez milhões de pessoas, com 21% de palestinos.

A pobreza entre a população infantil foi projetada em 28% — “acima de uma entre quatro crianças”, como notou o relatório —, com quase um milhão de crianças em insegurança alimentar.

Segundo o relatório, a linha da pobreza em Israel se estabeleceu em rendimento de 3.547 shekels — ou US$1.145 — mensais, sobre referenciais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para um casal, são 7.095 shekels (US$2.290); para uma família de cinco pessoas 13.303 shekels (US$4.295).

Entre cidadãos idosos, a pobreza atinge 158 mil pessoas, acima da média da OCDE.

Israel é o segundo dentre os membros da OCDE com maiores índices de pobreza infantil, após a Costa Rica. A posição se associa a um baixo orçamento de bem-estar social, em 16.7% do produto interno bruto (PIB), novamente abaixo da OCDE.

As maiores taxas de pobreza, entretanto, seguem impostas aos palestinos, sob apartheid, bem como às comunidades judaicas ultraortodoxas (haredim). Segundo os dados, 37.6% dos palestinos e 32.8% dos ultraortodoxos recaem abaixo da linha da pobreza.

Somados, são 65.1% da população israelense submetida à crise.

Os dados coincidem com a perpetuação de Israel em estado de guerra, com o genocídio em Gaza, ataques coloniais na Cisjordânia, violações do cessar-fogo no Líbano, avanços territoriais na Síria e investidas ao Iêmen, Catar e Irã.

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