Ao menos 30 mil cidadãos se registraram junto à embaixada da Palestina no Cairo, capital do Egito, e aguardam a reabertura da travessia de Rafah para retornar a Gaza, confirmou a rede Associated Press (AP), ao citar uma fonte oficial na missão diplomática.
Segundo um oficial israelense, em contato com a AP, o Egito fornecerá uma lista diária de nomes para avaliação. A fonte notou que a Coordenadoria de Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), órgão colonial, transportará os retornantes de ônibus.
De acordo com o oficial ocupante, não haverá soldados israelenses na fronteira em si, no entanto, palestinos que entrem ou saíam passarão por revistas em checkpoints militares estabelecidos dentro de Gaza.
Na terça-feira (27), ao comentar chances de reabertura, o foragido internacional e premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou: “Quem quer entre ou saía estará sujeito a nossa inspeção — e será uma inspeção completa”.
A travessia será administrada, segundo os relatos, pela Missão de Assistência de Fronteira da União Europeia junto de forças securitárias da Autoridade Palestina.
Oficiais palestinos ressaltaram à AP que policiais em vestes civis serão responsáveis pela verificação dos passaportes, como feito no breve cessar-fogo no início de 2025 e antes de o grupo Hamas assumir o governo do enclave, em 2007.
Gaza permanece sitiada desde então, em meio a bombardeios esporádicos por Tel Aviv. A crise se agravou com o genocídio israelense deflagrado a dois anos, com ao menos 71 mil mortos, 171 mil feridos e dois milhões de desabrigados.
Noventa porcento da infraestrutura civil do território foi destruída pelas ações de Israel.







