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Violência colonial mina presença nativa na Cisjordânia, alerta ONU

30 de janeiro de 2026, às 06h47

Protesto contra avanços coloniais israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, em 23 de janeiro de 2026 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou em nota nesta quarta-feira (28) que a violência colonial israelense segue minando a presença nativa palestina em áreas estratégicas de toda a Cisjordânia ocupada.

Segundo a agência, colonos ilegais conduziram ao menos dez ataques graves entre sexta-feira e domingo — 23 a 25 de janeiro —, conforme noticiado pela agência Safa.

O escritório reafirmou que a transferência compulsória de palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupadas constituem crime de guerra e lesa-humanidade.

O alerta concluiu ao instar novamente o fim da presença israelense em terras palestinas, ao denunciar também a expansão de assentamentos ilegais.

Estima-se 500 mil colonos ilegais radicados em assentamentos na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém. Ataques se intensificaram no contexto do genocídio em Gaza, com 1.109 mortos, 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação imediata de colonos e soldados; contudo, sem ações até então.

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