Prefeitura de Gaza alerta para crise hídrica com déficit de distribuição em 90%

20 minutos ago

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Palestinos, incluindo crianças, tentam obter água potável de caminhões-pipa, no campo de refugiados de Nuseirat, no norte de Gaza, sob ataques israelenses, em 10 de janeiro de 2026 [Adam Bilal/Agência Anadolu]

A prefeitura de Gaza advertiu que a uma iminente emergência hídrica na cidade, ao notar piora na escassez de suprimentos, sobretudo após danos israelenses a um rede de canos de distribuição, essencial ao uso civil.

Em nota publicada no Facebook, nesta quarta-feira (27), a prefeitura reiterou que parte da rede, obra da companhia israelense Mekorot, foi destruída por tratores militares a leste da cidade, cortando acesso a 70% da população.

A crise se soma a danos extensos à infraestrutura de água e esgoto, acrescentou o alerta, incluindo a destruição de quase 85% dos poços artesianos na Cidade de Gaza, de modo a restringir ainda mais o suprimento aos residentes

A prefeitura estimou demanda pré-guerra acima de cem mil metros cúbicos, mas apontou que, devido ao cerco israelense já vigente, esta raramente se supria.

As soma das condições, prosseguiu, levou a 90% de déficit.

A nota ressaltou ainda a destruição por Israel de quase 150 mil metros de redes de água, além de danos à usina de dessalinização de Sudaniya, a noroeste da cidade, ao reduzir de maneira drástica o acesso a fontes alternativas que atenuavam as carências.

Segundo a prefeitura, o mais recente ataque ao sistema hídrico levou a falta de água em todas as áreas da Cidade de Gaza, incluindo Cidade Velha, Zeitoun, Sabra e Tel al-Hawa, assim como arredores a oeste.

A prefeitura disse trabalhar com a Autoridade de Águas da Palestina para obter acesso ao local dos danos e repará-los, a fim de mitigar a escassez.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza apesar de cessar-fogo firmado em outubro com o grupo Hamas. Em dois anos de genocídio, são ao menos 71 mil palestinos mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados.

Desde a suposta trégua, ao menos 492 palestinos foram mortos e 1.350 feridos.

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