Israel não tem ‘qualquer justificativa’ para barrar imprensa de Gaza, diz associação

2 horas ago

Warning: foreach() argument must be of type array|object, null given in /www/wwwroot/monitordooriente.com/wp-content/plugins/amp/includes/templates/class-amp-post-template.php on line 236
Família do jornalista palestino Abd Shaat, morto por disparos israelenses em seu funeral, em uma tenda improvisada na Cidade de Gaza, em 22 de janeiro de 2026 [Anas Zeyad Fteha/Agência Anadolu]

A Foreign Press Association (FPA) reiterou que Israel não possui “qualquer justificativa de segurança” para continuar a impedir acesso de repórteres estrangeiros na Faixa de Gaza, após a Suprema Corte israelense adiar novamente sua deliberação sobre um petição por liberdade de imprensa.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Israel impede a entrada de equipes estrangeiras em Gaza sitiada desde que deflagrou seu genocídio, em outubro de 2023, apesar de sucessivos pedidos da FPA e outras entidades para suspender as restrições.

O tribunal tem adiado uma decisão sobre a matéria mês a mês, com a última prorrogação nesta semana.

“A FPA está profundamente decepcionada com o fato de que a Suprema Corte israelense mais uma vez adiou sua decisão sobre nossa petição, por acesso livre e independente de imprensa em Gaza”, declarou o grupo em nota na terça-feira (27).

A organização notou apreensão em particular de que a corte “parece ter sido persuadida por argumentos supostamente securitários do Estado, apresentados a portas fechadas e sem presença de nossos advogados”.

“Agir em segredo não nos dá qualquer chance de rebatermos os argumentos ou dar fim ao fechamento contínuo, arbitrário e indeterminado a jornalistas estrangeiros”, prosseguiu a nota. “Nossos advogados deixaram claro aos juízes que não existe qualquer justificativa securitária para a proibição generalizada de Israel a jornalistas estrangeiros, ou para negar o livre acesso a Gaza”.

A associação argumentou, por exemplo, que trabalhadores humanitários e oficiais podem entrar no enclave.

“O direito do público à informação não deve ser reduzido a uma consideração posterior”, concluiu o comunicado, ao instar a corte a reaver o adiamento.

Em 21 de janeiro, um ataque israelense matou três repórteres em Gaza, com um total de 260 vítimas dentre a categoria desde outubro de 2023.

Organizações de mídia alertam que o embargo israelense impede a cobertura em campo, de maneira independente, seja sobre o conflito ou a questão humanitária.

Ao menos 71.600 palestinos foram mortos e 171.400 feridos pela campanha israelense no período de dois anos, incluindo 492 mortos e 1.350 feridos em violações do cessar-fogo, firmado junto ao Hamas em outubro de 2025.

LEIA: Ataques de Israel deslocam 818 na Cisjordânia em janeiro, reporta ONU

Sair da versão mobile